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Na verdade, desde criança, cuidei de muita gente. Não seria o ideal, mas assim foi. Fiz  dessa dura experiência, minha profissão. Passei a cuidar das pessoas profissionalmente.

Sempre com muita paixão. Muita dedicação. Muita delicadeza. Muita firmeza. Muita ternura.

A primeira vez que entrei na enfermaria psiquiátrica do Hospital Central da Marinha em 1981, e conversei com um senhor de quem ninguém se aproximava, tive a confirmação do coração de que aquele era o meu caminho. A minha missão.

Nossa conversa foi longa. Nos tornamos amigos, pra surpresa geral.

Nunca me esqueço do olhar dele pra mim, no momento em que me sentei ao lado dele, numa espécie de degrau frio, e comecei a falar. Era um olhar de um animal selvagem e perigoso. E assustado. Como não tive medo, e sim interesse, ele rapidamente percebeu isso. E começou a nossa longa e insuspeita conversa.

Depois soube que ele já estava ali há um ano. E, até então, não havia dito uma palavra sequer.

Esse encontro foi um marco na minha vida.

Percebi o quanto a chamada loucura não me assustava. Na verdade, eles, os chamados loucos, é que tem medo de nós.

Não por acaso. A história da psiquiatria mostra como até o início do movimento chamado “A Reforma Psiquiátrica”, os chamados loucos, doentes mentais sempre foram tratados com medicação pesada, internações de eternas durações, eletro choques, e muitas vezes, maus tratos mesmo.

Desse momento em diante passei a tratar de sempre de pessoas com problemas muito graves. Tanto em todos os hospitais pelos quais passei, quanto no consultório particular.

O filósofo francês Jean Paul Sartre tem uma frase que pra mim é um divisor de águas na vida de todos nós: “Não importa o que fizeram de nós, mas sim aquilo que fazemos com o que fizeram de nós”.

Esse é o ponto de virada que damos ao exercer nosso livre arbítrio. O passado não nos condena. Ele nos salva. Ele pode nos redimir, na medida em que fazemos no nosso presente a redescrição da nossa história.

E este é o processo da análise, da terapia, de qualquer tipo de processo terapêutico que nos leve a dar novos sentidos para o que vivemos no antes. Para que o agora e o depois possam ser diferentes.

E cada um é sempre único. Então, como disse o brilhante psicanalista inglês Donald Winnicott, “Quando dá, faço psicanálise, quando não, faço outra coisa”

Com esse “outra coisa, ele quis dizer que usava a criatividade, sempre “inventando” uma terapia para cada pessoa. Cada um de nós tem possibilidades infinitas, e limitações. A minha tarefa como terapeuta, psicanalista é trilhar um caminho junto, de mãos dadas, para que cada um possa se sentir melhor, se sentir vivo, real e produtivo. Cada um tem tempos e necessidades diferentes. Perceber isso é vital. É o que faço com cada pessoa que escuto.

Agora me lanço nesse novo desafio que é atender as pessoas on line (Na linha).

Trato de pessoas, cuido delas. Com o melhor de mim. Sempre inteira em cada consulta. Seja ela onde for. Então, sejam todos bem vindos! Sou toda ouvidos!

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